Saúde sem fronteiras

A inquietação com a saúde desperta nas pessoas a vontade de procurar novos hábitos para um quotidiano mais saudável e uma vida mais tranquila; e encontram tratamentos alternativos que relaxam corpo e mente, médicos com procedimentos mais modernos e avançados, “superalimentos” e suplementos nutricionais para uma alimentação mais equilibrada, exercícios de atividade física que fortalecem os músculos e,  até muitas vezes, encontram respostas para as suas questões médicas em serviços de saúde fora das fronteiras do seu país.

A saída para o estrangeiro à procura de cuidados médicos pode significar um transtorno para algumas pessoas, pois a viagem, os custos, estar longe de casa e a língua ser diferente são obstáculos que desencorajam muitos. Mas a possibilidade de sair do país, por vezes, é a única forma que permite receber o tratamento de uma lesão ou a cura de uma doença; porque a evolução da medicina difere de país para país,  tanto ao nível dos avanços tecnológicos como dos procedimentos e de terapias experimentais. Ninguém deve ficar desencorajado com os desafios a enfrentar pelo caminho. Porque não fazer a viagem com a família? E com a ajuda de um tradutor e/ou intérprete arranjar a melhor forma de beneficiar de cuidados transfronteiriços, comunicando na outra língua?

Com a circulação de novos pacientes, os prestadores de cuidados de saúde devem…

1. Respeitar os princípios da universalidade; do acesso a cuidados de saúde de qualidade; da equidade e da solidariedade; da não-discriminação por razões de nacionalidade; bem como o direito à privacidade dos doentes;

2. Dignificar o dever de informação, o prestador de cuidados de saúde deverá esclarecer o doente acerca das opções de tratamento, preços e seguro profissional. Toda a informação deverá estar disponível na língua inglesa;

3. Honrar o acesso à informação médica. O doente tem o direito de conhecer o seu processo clínico através de acesso à distância ou dispondo de uma cópia do mesmo, o mais adequado seria obter o documento traduzido para a sua língua, mas se não for o caso, deverá ao menos estar na língua inglesa.

Para mais informações sobre os cuidados fronteiriços, estão disponíveis os portais eletrónicos do Ministério da Saúde de Portugal (www.diretiva.min-saude.pt) e da Comissão Europeia

(http://ec.europa.eu/health/cross_border_care/policy/index_en.htm).

Uma oportunidade para o investimento no turismo de saúde

Combinar o tratamento com uma estada para repor as energias é cada vez mais comum. Para além de serem tratados por um especialista à sua escolha, os pacientes podem permanecer por terras estrangeiras e descobri-las numas pequenas férias de recuperação. Muitas são as motivações para os pacientes praticarem uma saúde mais turística e transfronteiriça: a fuga às listas de espera do país de origem, a vontade de ser acompanhado do início ao fim pelo mesmo médico e a diminuição da probabilidade infeção com a viagem de volta precoce, são alguns exemplos.

Muitas vezes, um outro país fornece oportunidades que o paciente não encontra no seu país de origem. Por exemplo, quem tem problemas respiratórios irá beneficiar muito da altitude nas montanhas, onde o ar é mais limpo e puro; e mesmo o simples facto de viajar para outro lugar ajuda a recuperar uma respiração mais livre.

Fique a saber que as pesquisas na internet são a fonte de informação mais utilizada (71%), seguida do médico local (46,7%) e da família e amigos (27,5%), tendo os operadores de turismo um papel pouco relevante. É então importante que sejam divulgadas informações sobre a atividade turística do setor da saúde de cada país, dando protagonismo às especialidades médicas e aos benefícios de fazer a recuperação nesse país. A língua é considerada por mais de 50% das pessoas como um fator decisivo para o turismo de saúde, portanto, é necessário dar atenção à tradução dos conteúdos para as línguas mais faladas e pesquisadas. Conheça que os destinos mais populares entre os pacientes europeus são a França, a Polónia e a Índia.

Se um país tem as qualidades necessárias para se estabelecer como um destino de turismo de saúde, esse conceito deve ser trabalhado pelas instituições de turismo juntamente com os prestadores de serviços de saúde como os hospitais, clínicas e centros de saúde; pois as pessoas estão a pesquisar cada vez mais por serviços especializados de qualidade, de alta tecnologia e que atuem no sentido de atender visitantes de várias nacionalidades em qualquer língua.